É inegável que o século 21 está sendo de grandes avanços científicos e tecnológicos. Nos últimos anos tivemos diversas mudanças drásticas na forma como vemos o mundo. (Lembro até hoje do meu primeiro celular em 2005, um nokia com tela preto e branca “Ops, verde e preto kk”. No entanto, a novidade de hoje parece ser bem mais ambiciosa.

Em uma entrevista ao canal Wired, o ex-funcionário do Google, Anthony Levandowski, disse que vai desenvolver um robô que “vai ser criado efetivamente um Deus”.

Não é um Deus no sentido que faz trovejar ou causar furacões. Mas, se tem algo 1 bilhão de vezes mais inteligente do que o humano mais inteligente, do que se pode chamar isso?

A ideia é criar uma inteligência artificial capaz de melhorar a si mesma sem nenhum limite em uma igreja “do futuro” chamada Way of the Future. A ideia é que o robô-Deus desenvolva diversas coisas em benefício da humanidade.

Os humanos estão no comando do planeta porque nós somos mais inteligentes que outros animais e capazes de construir ferramentas e aplicar regras. No futuro, se algo for muito, muito mais inteligente, haverá uma transição sobre quem está realmente no comando. O que nós queremos é uma transição pacífica e serena do controle do planeta dos humanos para qualquer coisa. E garantir que o ‘qualquer coisa’ entenda quem o ajudou a se enturmar.

Levandowski quer que a igreja comece a “ganhar corpo” até o final do ano. Ele também escreveu um livro com normas que definem ele mesmo como líder supremo, uma espécie de “bíblia da WOTF”, e quando ele morrer, um de quatro potenciais sucessores estará no conselho administrativo da religião.

Entre eles estão: Robert Miller e Soren Juelsgaard, engenheiros da Uber, um cientista cujo nome não foi identificado, e Lior Ron, que é o diretor financeiro da WOTF. Curiosamente, este último foi procurado pela Wired e disse estar surpreso ao descobrir seu nome associado a igreja de Levandowski, pois até então, ele não tinha associação com a entidade. Já o cientista não identificado tinha entendido as intenções de Levandowski como uma brincadeira.